Quem já se sentiu tão feliz a ponto de não saber o que fazer com tanta felicidade? E depois, não sabia o que fazer com o buraco que essa tal felicidade deixou? Será que a solução seria cimentar a cratera? Ou não se permitir ser tão feliz?
Em uma determinada fase da minha vida, decidi que não me cobraria ser feliz 24 horas por dia, até porque, ninguém é assim. Não quer dizer que estaria decretando a minha tristeza, depressão na maior parte do tempo, mas que viveria momentos declaradamente felizes ou não.
Ultimamente, não posso me queixar, a vida me presenteou bastante, em todos os sentidos, o que, aliás, sem querer ser pessimista e já sendo, me deixa um pouco apreensiva. Não sei se coincidentemente ou não, várias passagens da minha vida que foram marcadas por uma grande alegria foram seguidas, quase que instantaneamente, por desgosto, tristeza. Pode ser coincidência? Pode. Talvez, por esse motivo, quando vivo um momento de extrema felicidade, me bate uma melancolia, como se aquela sensação de plenitude não pudesse se repetir ou que pudesse ser seguida por acontecimentos nem tão agradáveis. Pode parecer maluquice? Pode. O fato é que ninguém pode prever o futuro, muito menos, por quantos momentos felizes as pessoas vão passar. Receita: viver. Conselho: viver, sem dramas. Dica: viver intensamente. Aviso: viver momentos felizes deixa saudade. Advertência: viver, não necessariamente, dói.
Parece que, bem ou mal, estou tentando. É claro que muitas vezes tenho vontade de mandar tudo pelos ares, afinal, não tenho sangue de barata. De vez em quando, é preciso se revoltar para não se conformar. O problema é que nós, seres humanos, queremos a felicidade por inteiro e não a prestações. Sei que ainda é cedo, mas queria a minha felicidade por inteiro aos 27 minutos do primeiro tempo, mesmo sabendo que ainda tem muita coisa para rolar. Sem querer dar continuidade ao blábláblá, a verdade é que todo mundo quer mesmo é ser feliz e eu não sou diferente. Só isso.

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